! Cotchabamba !

. Melhor que Manhatchian .

Chapeuzinho Vermelho de cu é rola. julho 12, 2009

Filed under: erro — tuty @ 4:18 pm

Cotchabambenses do meu coração, tô pra escrever esse post há semanas… Enfim, é porque recebi uma informaçãozica há um tempitcho que me embasbacou deverasmente. Merece divulgação. Uma linda amiga minha encontrou com um colega do meu mais recente falecido somewhere. E aí, nesse encontro casual, conversa vai, conversa vem, eu apareço no gracioso papo. Para futura compreensão do diálogo, MLA será Minha Linda Amiga e CDF será o Colega Do Falecido. CDF: “Mas e aí, eles (se referindo à minha pessoa e ao ex) ainda se falam?” MLA, no mínimo intrigada pela pergunta, responde: “Claro que não, a Thaís ODEIA ele”. CDF: “Uai, mas por quê?” E aí, nesse ínterim, surge a novidade. E qual seria a novidade?, alvoroçam-se os caros leitores. Pois apresento-lhes, miguxos, a versão do meu super-virtuoso-ex-namorado pro término da longínqua-long-gone relação. Espiem. CDF diz: “Ele falou que a Thaís era muito complicada, difícil de lidar, sabe?” Ponto. MLA teve que apresentar ao querido iludido a verossimilhante verdade, neam? Não que eu realmente não seja de difícil convivência e tal. Tudo bem que não concordo, mas tem gente que sim. Anyway, CDF ficou azul. Assim como sua namorada, que muito sabiamente proferiu: “Sabia que não dava pra confiar nele, não te falei, CDF?” Ai, adoro ser porta-voz da justiça. E olha que nem estava lá. CDF fecha, como mamãezinha sempre faz, com chave de ouro: “Nossa, mas ele sempre faz taaaanta questão de falar que tem valores…” (ironia mode total ON). Bom, mas daí surgiu na minha cabeça atualmente bem amarga uma pá de fatos muito legais a respeito do distinto rapaz. Merecem difusão. Observem que pessoa cheia de qualidades, virtudes, sólidos valores e inquestionáveis moral e caráter. Sem contar na inteligência. Que inteligência, meu Deus. Começando então com sua inigualável genialidade, simbora. Já estava eu pelejando há anos lá naquela Letras enquanto o bom moço fazia pré-vestibular. Não, gente, não era garotinho não; era bem mesmo poucos meses mais VELHO que eu. Mas isso pode não significar nada, né? Ó-quêi. O que NÃO se provou verdade. Pra começar que quem se esforça pra ser milico… preciso terminar?!? Aí ainda fracassa. Bonito. Já passado o prazo de validade pra insistir nas forças armadas, vai vestibular msm. Federal cadê? PUC, Fumec ou Newton que seja… KD?!? Tudo junto com meu respeito: na putaqueopariudacasadocaralho. O sujeito passou na Estácio de Sá, rapêize. E passou ROUBADO ainda, porque eu estava presente na conferência do gabarito e vou contar pra vcs que ele não fez meeeeesmo o MÍNIMO em Inglês. Muito sério isso. E passou em segundo lugar no magnífico curso pretendido. Tem como respeitar isso que se autodenomina instituição de ensino?!? Ensino SUPERIOR ainda?!? Ai, Deus. Estácio de Sá só escola de samba mesmo. E olhe lá! Vinha depois se gabar de ir bem em provas de MÚLTIPLA ESCOLHA, gente. Não sei como não zombei. Era mesmo uma ótima namorada. Ai, que desperdício. Permanecendo nessa área de falsificação do intelecto, dizia ele gostava mesmo é de música clássica. Anham. Porque erudição Estaciana vale mesmo de alguma coisa. Sem contar que esse dito gosto erudito se esgotava na compra de CDs que vinham junto com a Folha, com a Caras… Aposto que hoje em dia deve inventar algo do tipo pra comprar Aqui e/ou Super todo dia. E escutar mesmo que é bom? Nada. Ligava o som só pra ouvir Pancadão BHfm. É. Ainda nesse bom gosto pra arte, conto certo como dois e dois são quatro que em ano e meio de chifre relacionamento me recordo de vê-lo lendo ZERO livros. Nem mesmo os que eu emprestei lhe valeram. E aí agora me cai a ficha do porquê de O Pequeno Príncipe ser a leitura de cabeceira para citações. Duas coisas: como bem dito quando era criancinha, NO HAS COBITIONS (bilíngue desde feto, hein? Que coisa…) de, na segunda década da vida de uma pessoa assim tãããão culta, não ter aparecido obra literária melhor E/OU mais apropriada à idade. No has cobitions. Não estou desmerecendo o Príncipe não. Longe de mim isso. Mas, né? Por favor. A segunda coisa, e que eu acho muito patética, é que a pessoa só lia pra achar citações. Tipo frases de efeito, sabe? Tipo pra colocar no about me do Orkutche. UOU, PATÉTICO. Por isso combina. Pensando cá com meus botões, isso justifica coisas. Porque idade mental defasada linka plenamente com literatura infanto-juvenil. Literatura infanto-juvenil só não linka MAIS com infantilidade porque é também juvenil, e isso pressupõe sabe-se lá qual idade. Física. Exemplo da idade mental defasada do moço alguém quer? Eu quero. Shoot! Sabe quando vc, garota, tem seus 14 aninhos e está começando a dar suas bitoquinhas e a notar o sexo oposto (ou não) com segundas intenções? E aí vc compra a Capricho do início do ano que lhe dá de brinde, inteiramente grátis mesmo, o ‘Diário de Ficadas’?! E aí vc escreve no dia do ocorrido o nome do rapazinho, anota se foi bom, ruim, marromenos ou se vai dar namoro e talecoisa e coisaetal? Pois é. O super-cheio-de-caráter aprendeu direitinho, só que ele tinha uma listinha várias-másculas-garanhonas. E naquele papelzinho debaixo da caderneta preta na primeira gaveta do guarda-roupa do quarto no porão vi estampados todos os meus galhos. ORDEM CRONOLÓGICA, OBRIGADA! Valeu, Brasil. E, gente, o que se segue daí é uma vergonha pra mim. MAIS. Então vou pular. Voltemos ao que não interessa, mas que se torna necessário simplesmente porque já comecei. Então a supercoolness continua quando o superíntegro diz que é cinéfilo-vários-conhecedores-de-cinemas-diversos. ANHAM. E dorme no oitavo minuto de Dogville — não porque estava com sono, sabe? Mas porque, né. A equação é muito difícil, amados leitores, mas peço que se esforcem: Mente Estaciana + Cinema de Qualidade = ? Farei o gráfico later on. Ai, acefalia me dava tesão nessa bendita época, só pode. Sem contar que na mesma medida de complexidade do livro-citatório-de-cabeceira aparece o filme-manual-do-tapado: Alfie, o Sedutor. Preciso discorrer a respeito?!? Dicas: o cara, Alfie-barra-Jude-calvo-Law, é motorista de limusine — sucesso FAIL —, chuta Sienna Miller e quer Susan Sarandon — bom gosto FAIL —, perde o melhor amigo por uma prexeca — decência e caráter FAIL. E por aí vai. Grande modelo. Poor little bastard… Mais um embasbacamento? Sempre. O rei-cult-cearense jogava Magic. Achando que jogar Trunfo era pros fodásticos. ‘Oi, Pokémon, eu tenho 13 anos E meio; vc quer ser meu amigo?’ Ai, chega a doer. Another? A pessoa é dessas que, além de gostar de enganar uzôtu, gosta de enganar a si mesmo. Clássico exemplo: olhos extremamente castanhos. Sabe marrom? Desse. Dizia serem verdes. Acreditando mesmo. Psiquiatra cadê/// Acreditava também ser um ótimo super-esportista-campeão. É… Entrar pro campeonatinho de pelada com juvenis vestibulandos (e o bonitão-super-virtuoso lá, no auge da sua segunda década de vida; vexame) é mesmo um feito. Vôlei com velhos, gordos e/ou bêbados também é um trunfo, né, pessoal. Convenhamos… Queria ver no RUGBI. Pra morrer humilhado em sua tão dita masculinidade. Ui, que delícia. Aí ele chama a mãe pelo nome, gente. Achando que isso é sinal de maturidade. Sigam o raciocínio, relembrem e imaginem o ridículo real: Friends – Rachel, Ross, Mônica e Chandler em um daqueles Thanksgiving flashbacks de quando Rachel ainda era nariguda, Mônica formava sozinha um hipopótamo, Ross ostentava um floft topete e Chandler era indescritível – casa dos Geller. Rachel, recém-chutada por Chip, desabafa com Mônica: ‘Quer saber? Eu estou cansada desses garotos do high school. Eles são meninos bobos; são garotos estúpidos e bobos. Vou começar a sair com homens agora’. Ross, que estava por ali observando ressabiado, super instantaneamente faz-se transformar em homem e anuncia gritadamente: ‘Desculpe, Judy, não encontrei a vasilha que você e Jack estavam procurando’. Mônica, DUH, indignadamente retruca: ‘Chame-os de mãe e pai, looooser’. Tem base? Aí, Theo Becker acha UMBIÇURDO Dado tirar a menina do lugar na mesa de almoço quando o super-cavalheiro-ex me expulsa da cama na casa duzôtu porque estava putinho por ter perdido a discussão da tarde. Eu, muito educadamente respeitando o lar alheio, fui, com meu pezinho engessado, dormir na ardósia. Faltou Theo pra rolar um ‘esse-aqui-é-irmão-desse-aqui‘. As coisas a que nos submetemos, neam? Nossa, poderia continuar pra sempre… Um último espisódio pra eu dormir tranquila. O dito ÇIAXAVA pelo simples fato de ser (aspas) ateu (fecha). Um belo dia me deparo com a seguinte cena: a pessoa, de samba-canção (pra XOKAR) no portão de casa, em torno de 7 horas de uma pacata manhã de sábado, discutindo com duas pobrezinhas Testemunhas de Jeová. Aí foi que escutei um argumento da pessoa pra supostamente fundamentar seu ateísmo. Pra não render, digo que O Pequeno Príncipe certamente se sairia melhor. Patético continua sendo A palavra. Ow… Cagada tem de sobra. Mas acho que já deu, né? Parei. Beijoshomensdeverdadedomeubrasil e lobovaitomarnocuseuputo!